FIV (Fertilização In Vitro)

A ideia era ambiciosa. Fazer um bebê fora do útero e transferir para o útero da futura mãe. Coube ao Dr. Robert Edwards (Prêmio Nobel de Medicina) a primazia do primeiro bebê de Proveta (nome que se usou a época hoje designado fertilização in vitro ou FIV), a hoje já mãe Louise Brown. A FIV é a técnica em reprodução humana mais avançada e que traduz em maiores taxas de êxito gestacional.

De uma forma simplista usamos medicações para estimulação ovariana que num ciclo natural produz apenas um folículo (em cada folículo um óvulo). Assim conseguimos maiores números o que nos permite mais chances de obter a gravidez. O processo se divide em estimulação ovariana, maturação dos folículos, coleta dos óvulos, fertilização e transferência de embriões.

Para a estimulação usamos um hormônio que é igual ao que temos no corpo (FSH). Essa fase dura em média 10 dias e nesse processo a ultrassonografia é essencial, pois o número e o diâmetro dos folículos vão orientar o número final de dias de estimulação. Serão necessários algumas ultrassonografias nesse período. Quando os folículos atingem um determinado tamanho usaremos uma última medicação que imita o pico de LH e desencadeia o processo de ovulação(hCG). Essa medicação termina o amadurecimento dos óvulos, mas estes não caem não são ovulados e sim aspirados (coletados) por meio de uma punção via vaginal com a paciente dormindo (sedada).

Os óvulos são vão para os cuidados da equipe de embriologia e serão devidamente fertilizados por um espermatozoide cada. A técnica pode ser a Clássica (quando se coloca o ovulo com uma certa concentração de espermatozoides e o processo é bem parecido com o natural) ou pela ICSI (Intracytoplasmic Sperm Injection ou Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide), que consiste na injeção de um espermatozoide dentro do óvulo. Após isto os embriões formados são mantidos no laboratório e são avaliados diariamente. Os embriões são transferidos para o útero do 2º ao 6º dia, contudo as datas mais comuns são o 3º e 5º dia de evolução embrionária.

A transferência do embrião ao útero se dá com a paciente acordada. No centro cirúrgico, com ajuda do espéculo vaginal, se coloca um cateter guia via colo uterino para depois seguir os embriões. É um momento mágico e emocionante que deve ser sempre compartilhado com quem se ama ao lado.

Após a colocação dos embriões se faz necessário manter os níveis hormonais otimizados para garantir que o processo não esbarre nessa limitação para o sucesso. As medicações, estrogênio e progesterona, serão usados de acordo com a necessidade e via de administração, além de dosados para avaliar sua absorção ao longo do processo.

O tratamento termina com o exame de gravidez que é realizado próximo ao 11º dia após a transferência dos embriões.

Infelizmente o sucesso da FIV não é garantido. Vários são os motivos para o insucesso: qualidade dos óvulos e espermatozoides; embriões; endométrio; e técnica de transferência do embriões. Contudo, o maior preditor do sucesso é a idade da mulher que talvez seja o maior desafio da mulher moderna.

As complicações da FIV são incomuns e em geral não são graves, apenas em uma pequena parcela de casos a situação pode se complicar. A mais temida é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) que acontece pela presença de um numero exagerado de óvulos e que não se tem uma terapia especifica. Cada caso deve ser atendido individualmente. Outro problema são os acidentes de punção devido a agulha atingir vasos , alças intestinais ou bexiga. Nesse caso o tratamento pode ser cirúrgico. E finalmente as gestações de múltiplos que trazem complicações não só obstétricas como socioeconômicas as famílias.

INDICAÇÕES COMUNS DE FIV:
  • Fator tubário;
  • Fator masculino;
  • Vasectomia não reversível;
  • Endometriose;
  • Abortos de repetição;
  • Infertilidade sem causa aparente (ISCA);
  • Idade feminina;
  • HIV.
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