Inseminação Artificial

FAQ INSEMINAÇÃO INTRA UTERINA (IIU)

Inseminação artificial é uma das alternativas mais simples de tratar casais com alguma dificuldade em engravidar. A técnica busca aumentar as chances de uma gestação de duas formas: pelo lado masculino via colocação de espermatozoides selecionados dentro da cavidade uterina; e pelo lado feminino pelo monitoramento da ovulação e eventualmente de incremento no numero de óvulos recrutados a ovular. No processo o encontro do espermatozoide e do óvulo se dá dentro do corpo da mulher.

Após amplo estudo dos fatores que estão envolvidos na infertilidade partimos para o tratamento. A mulher, após a menstruação, será induzida (ou não) a produzir mais folículos (ou apenas um) e esta evolução será monitorado via ultrassom vaginal. Quando se identificar o momento da ovulação (ou provocar ele com hormônios) chegará o momento da inseminação que consiste na colocação dos espermatozoides dentro do útero, através de um cateter (haste fina e flexível que dá acesso à cavidade uterina). Os espermatozoides são preparados previamente e são coletados 1 a 2 horas antes via masturbação.

Há necessidade de um numero mínimo de espermatozoides no ejaculado (5 milhões) e que as tubas estejam permeáveis (ou seja há livre passagem de contraste por elas). Mais comumente indicamos quando há dificuldade de ovular e uma contagem de espermatozoides sub-ótima. Endometriose leve também é uma indicação.

A escolha não é possível. Houve relatos sobre a velocidade e peso dos espermatozoides como fatores para definir o sexo, mas na pratica isso não é possível. Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe esta prática.

O tratamento se inicia quando a mulher menstrua. Em caso de necessidade de us de indutores se inicia até o 3º dia da menstruação. Ultrassonografias são realizadas entre 0 9º e 13º do ciclo a depender da resposta ovariana. Se procede a inseminação quando se detecta a ovulação. Por fim se faz o exame de gravidez 14 dias após a inseminação. Normalmente o procedimento todo dura 28 dias.

A gravidez de gêmeos é mais comum quando se usa técnicas de reprodução assistida. E em casos de inseminação mais ainda já que o processo ocorre de forma natural no corpo da mulher. Assim é importante o controle para que se evitem esses eventos.

O processo é bastante seguro e tem um controle consolidado, mas as taxas de sucesso não são maiores que 20%. Se eu comparar esses números com as chances de um casal que esta há 1 ano sem conseguir (chance cumulada de 8%) são boas, todavia se pensar por tentativa são menores que o desejado. O evento gravidez não é tão simples e cada caso tem particularidades: idade (principalmente da mulher), problemas de saúde, dificuldades técnicas dentre outros modulam esse resultado.

Não há contraindicações absolutas a IUI, mas sim relacionadas a indicação e questões de saúde. Se houver boa saúde, elementos que permitam o procedimento e conhecimento pode sim ser realizado. Quanto riscos, eles existe, mas são mínimos: os maiores cuidados são com gravidez múltipla e hiperestímulo ovariano. Que devem ser controlados pelo médico.

Sempre que se usa hormônios há possibilidade de haver retenção de líquido e, consequentemente, o inchaço. Mas tudo isso é temporário e não há adição de tecido gorduroso. Se deve dar atenção ao que se come no período, pois a ansiedade pode levar a um descontrole alimentar e ai sim engordar.

As chances são idênticas a uma gestação natural. Apenas temos que levar em consideração que estes casais estão com algum problema de fertilidade e isto pode ser importante na gestação que virá.

Em comparação a outros procedimentos, a inseminação artificial tem um custo mais acessível por usar menos medicação e ser mais simples.

Sim, mas temos que ter critérios para indicar uma IUI. Uma mulher com 40 anos há uma tendência a indicar menos, mas se esta mesma mulher já tiver alguns filhos pode ser uma forma interessante de mais uma gestação. Claro que nesse exemplo não levo em consideração as chances de cromossomopatias (como síndrome de Down) e abortos. O fato que cada tratamento deve ser particularizado e para mulheres maiores de 40 anos mais ainda.

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